A Raposa e as Uvas
Uma fábula breve sobre desejo, frustração e sinceridade consigo mesmo
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A Raposa e as Uvas
Certa tarde, uma raposa caminhava por um vinhedo procurando algo saboroso para comer. O sol ainda aquecia o ar, e a fome deixava tudo parecer ainda mais apetitoso.
Foi então que ela viu, pendendo de uma videira alta, um belo cacho de uvas. Eram redondas, brilhantes e pareciam muito doces.
A raposa lambeu os lábios e se preparou para alcançá-las.
Deu um salto.
Não conseguiu.
Tentou outra vez, com mais força e mais impulso. Ainda assim, as uvas permaneceram fora de alcance.
A raposa insistiu várias vezes. Recuava, corria, pulava e caía de volta no chão. Cada tentativa aumentava seu cansaço e também sua frustração.
Depois de muito tentar, percebeu que não conseguiria alcançar o cacho.
Em vez de admitir isso, olhou para as uvas e disse em tom despreocupado:
— Nem valem a pena. Devem estar verdes e azedas.
Então se afastou, fingindo não se importar.
Mas a verdade era outra: ela queria muito aquelas uvas, só não conseguiu pegá-las.
A história da raposa e das uvas ensina que, às vezes, quando algo parece difícil demais de alcançar, tentamos convencer a nós mesmos de que não era importante. Só que ser sincero com o que sentimos costuma ser mais sábio do que disfarçar a frustração.
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