O Gigante Egoísta
Uma história delicada sobre partilha, afeto e a chegada da primavera ao coração
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O Gigante Egoísta
Havia um jardim maravilhoso, com grama macia, árvores floridas e cantos tão bonitos que as crianças da vizinhança adoravam brincar ali todas as tardes. O lugar parecia ainda mais alegre quando estava cheio de risos.
Mas aquele jardim pertencia a um gigante. Durante muito tempo ele esteve fora, e as crianças aproveitaram a ausência para fazer do lugar seu espaço favorito.
Quando o gigante voltou e viu todas elas ali, ficou aborrecido.
— O jardim é meu — disse com voz severa. — Não permito que ninguém entre.
Então construiu um muro alto ao redor do jardim e colocou um aviso proibindo a entrada.
As crianças foram embora tristes. E, pouco depois, o jardim mudou. A primavera chegou ao restante do mundo, mas não entrou ali. No jardim do gigante ficaram apenas o frio, o vento e a neve.
As árvores não floresciam, os pássaros não cantavam, e tudo parecia imóvel e sem alegria.
O gigante não entendia por que sua propriedade continuava tão triste.
Até que certa manhã ouviu um canto de pássaro pela janela. Ao olhar para fora, viu que algumas crianças tinham conseguido entrar por uma pequena abertura no muro. E, por onde elas passavam, a primavera reaparecia.
O gigante então compreendeu: o jardim precisava das crianças tanto quanto elas precisavam dele.
Com o coração transformado, derrubou o muro e abriu o lugar para todos.
Desde esse dia, o jardim voltou a ser cheio de flores, brincadeiras e luz. E o gigante deixou de ser lembrado apenas por sua força — passou a ser lembrado também pela ternura que aprendeu a cultivar.
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